Brejaúba chuvisca brinco

Brejaúba - chuvisca chopotós brisa encharcadalama Vaivem...

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Dona Brazilina

Aqui contamos a história com H e sem Agar.Pretendemos relatar as lembranzas de sua infancia e familia, a nossa terra querida, o vale chopotó!Vem amigas e amigos pegar água no tororó!

Site: http://cipotaneativa.blogspot.com/
Local: Vale do Xopotó, Piranga, Zona da Mata, Internet
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Última atividade: 4 Nov

Medusa poetisando rodas do vento

RODAS DO VENTO

Cotas acabadas, findadas;
Sinetas badalam a alma sem nada dizer.
Rostos tristes, semblantes disfarçados,
envoltos no mar sombrio do entardecer.

Corações rodeados pôr sentimentos ferozes,
sem saber o que fazer, que caminho seguir.
Pensamentos vagueiam por entre linhas,
soltos no advento do amanhecer.
Tenebroso, rústico, o vento se vai,
em busca da alegria escondida,
entre montes e montanhas, trazendo de volta o nascimento do viver.
Medusa Leäo

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Morro do Corgo marmelada da Gameleira Comentário de Morro do Corgo marmelada da Gameleira em 4 novembro 2009 às 8:14
Ando pensando também em publicar algumas obras em livro sobre a cidade de Cipotânea, bem como poesias, pensamentos e fotos, etc.

Afinal, temos que conservar a memória e a tradicäo, sem esquecer que a Vida é o Dom Maior de Deus.
A prôpor, creio em Jave, o Criador e iniciador de todas as cousas. O princípio do motor do mundo. Ninguém é dono e intermediário desta forza divinal e celestial que expande infinitamente no Uno, da unidade do trinitária do banquete e as graceas do milagre de poder viver, de fazer parte desta Obra genial da Vida.

perpetuo Comentário de perpetuo em 11 junho 2009 às 15:19
Eu não sou a alegria, mas apenas
A trágica matéria que a produz.
Na grande escuridão, sou facho a arder
E não avisto minha própria luz!

I am not happiness, but only
The tragic substance that produces it.
In the great darkness, I am a burning flambeau
And I don’t see my own light.
(Pascoaes, 1920, p.216) Pascoaes, Teixeira de. Marânus. In Obras Completas III volume. Livrarias Depositárias Aillaud & Bertrand, Lisboa 1920.
perpetuo Comentário de perpetuo em 11 junho 2009 às 15:17
E Marânus, olhando a clara névoa,
Sonho doce do mar, ali pousado,
Meditava: aonde vai o sonho humano,
Quando de nós se afasta, já sonhado?
E ficamos mais tristes e sozinhos,
A cada sonho que findou, no mundo.
E, a cada etérea nuvem que se forma,
Torna-se mais salgado o mar profundo.

And Marânus, looking at the bright mist,
Sweet dream of the sea, standing there,
Meditated: whiter goes the human dream,
When smoothed away from us, already dreamed?
And we become sadder and more alone,
Every dream that finishes, in the world.
And, every ethereal cloud that is shaped,
It becomes saltier the deep sea.
(Pascoaes, 1920, p.219)
perpetuo Comentário de perpetuo em 11 abril 2009 às 4:49
Sexta-feira, dia da reza aos Xamãs da cidade.
Tudo torna-se festa,
até as brigas de malucos poetas com a polícia central.
Esposa matou o suposto macho pôr um corte de punhal.

Fulano, sicrano e beltrano casou,
Mudou e nem te convidou.

Agora o padre da cidade está passando mal na distribuição do dinheiro na coleta de São Sebastião.
Os filhos de Dona Zica, Francisco, João e Maria foram para festa folia,
outro mora em São Paulo, fazendo promessas de romaria.
Companhia de Jesus em procissão das noites de São João.
Terço, novena, ladainha as putas da cidade que não preservaria suas bundinhas.
Dava peripaques, bebia, enlouquecia a polícia da cidade.
E a festa não termina, continua...
Começa uma chuvarada...
Caetano Trindade Comentário de Caetano Trindade em 3 abril 2009 às 7:26
Veja o site de Nezito Reis falando sobre a Brejaúba e as redondezas do Xopotó:
http://www.nezitoreis.com/

Um dia desses comprei passagem para Cipotânea. Durante a viagem minhas pernas pareciam fracas. Havia uma adrenalina bem alta em ação. Eu não tinha a menor idéia do que iria encontrar lá. No ônibus, eu estava ansioso, mexendo-me muito, impaciente mesmo. No início da descida da Serra do Desterro7, aos poucos me fui descontraindo. Puxei conversa com meu companheiro de viagem, que estava na cadeira ao lado do corredor. Fui logo indagando:
- Moço: sabe me dizer se tem pensão ou hotel na cidade?
- Tem o hotel do Chico Dias ali na Rua do Caminho, respondeu-me o jovem. - O Sr. não tem nenhum parente em Xopotó? - perguntou-me o rapaz.
- Acho que tenho, mas faz mais de vinte anos que não venho para cá. Tenho receio de não encontrar ninguém.
- De qual família o Sr é? - indagou-me o atencioso passageiro.
- Bem, tinha o Marin, irmão do Barão, que é meu tio. Você deve conhece-los, não? - perguntei.
- Ah, sim, eles são ali da Barra. Mas o Sr. pode ficar tranqüilo que vou levar o Sr. no bar do seu primo Vicente.
- Olha moço, falei pra ele, - fico muito agradecido pela sua atenção.
- Pode ficar sossegado que o Sr. está em casa. Tem muita gente lá pra receber o Sr. Não precisa de hotel nem de pensão.
- Poxa, vai lá pra casa se precisar, me falou o rapaz.
- Aproveito e tomo umas com você, eu lhe disse.
- Faz muito que o Sr. não vem a Xopotó?
Página 12

7- Desterro - Serra que circunda a cidade de Desterro do Melo.


- Perdi a conta. Não sei se vinte e dois ou vinte e três anos ausente. Nesse período, sem nenhum contato com os parentes. Sei apenas que meus avós, os quatro, e mais alguns tios já partiram. O tio Marin caiu no rio, contou meu pai, Pereira, irmão dele. O corpo foi achado três dias depois lá pra baixo do Xopotó: Caiu da pinguela8 , voltando pra casa, e sem beber nada naquele dia. Alguém passando pela estrada paralela ao rio, viu o corpo boiando a uns três quilômetros de onde ele havia caído. O cidadão, quando viu aquilo, correu com cipós e amarrou meu tio numa árvore. Feito isto, ele foi pra cidade avisar a todos. Interromperam as buscas que haviam iniciado tão logo Marin sumiu nas águas do Brejaúba. Meu primo Dimas estava com Marin naquela noite. Quando percebeu a falta do tio, àquelas horas da noite, Dimas mesmo transtornado, correu para avisar o Barão, o Cimim, o Zé Geraldo, o Carlos, o Zezinho do Nilo e outros tantos que moravam nas redondezas. Saíram todos com tochas e lampiões pras margens do rio. Noite em vão e triste. No dia seguinte apareceu considerável reforço vindo de Barbacena. Pessoal com treinamento do Corpo de Bombeiros e da E.P.C.AR9.
Trabalharam nas buscas sem nenhum resultado. Ao fim de três dias o corpo boiou. Ai acabou a agonia das buscas. A perícia constatou morte por afogamento. No corpo de Marin havia apenas alguns arranhões! Nada quebrado! Incrível, rolar por toda aquela distância por três noites e três dias, submerso no Brejaúba e em seguida pelo Xopotó! Não quebrar nada do corpo, em vista da corredeira, nos baixos da ponte de ferro, uma pequena cachoeira, com paus e pedras em seu caminho!
Página 13

8 -Pinguela - Tronco que serve de travessia sobre um rio.
9- E.P.C.AR - Escola Preparatória de Cadetes do Ar.


Marin era uma pessoa muito carismática. Por onde passou deixou saudades e grandes amizades. Ele sofria de incontinência urinária (urina solta). Vivia usando “calçolão” de plástico para evitar maiores constrangimentos. Trabalhava quase sempre na lavoura. Vez ou outra se aventurava a revender artesanato: bolsas de palha10, que os próprios parentes produziam. Às vezes saía pelos sítios comprando frutas para revender na feira em Barbacena.
Em Xopotó não havia feira e não há até hoje. As bolsas ele levava para Lafaiete, Barbacena, Juiz de Fora, São João e outras cidades da redondeza. Algumas vezes acompanhei meu tio pelas andanças de vendedor. Vendíamos todas as bolsas e voltávamos com algum dinheiro.
Falar de Brejaúba, saudades, muitas saudades!
Quando ando, não escrevo. Sentado nesta pedra fria não consigo me concentrar. A julgar pelo barulho do outro lado da rua deve ser samba ou pagode, sei lá.
Quando cheguei a Sampa passei maus bocados, sem ter ninguém, à procura de emprego. Época dura: ditadura, repressão, preconceito, etc. Na Brejaúba, no Vaivém, ainda pequenos, usávamos camisola11, os meus primos e eu, morando em local quase ermo. Visitando mais que visitado. De camisola ou não. Não faz diferença, a roupa era apenas para cobrir o sexo ou não pegar resfriado.
Pra evitar verme, piolho, bicho-de-pé12 , picada de cobra, camisola não servia. Pisando em bosta de bois, descalço, montando bezerros em folia, na casa de Chico Arantes, irmão de minha avó. Todos nós corríamos
Página 14

10 - Bolsa de Palha- Artesanato de palha de milho, muito popular, e que vem de várias gerações em Cipotânea.
11 - Camisola - Aqui Camisola não era apenas para dormir. Meninos e meninas usavam-nas o tempo todo. Esse tipo de roupa era confeccionado com sacos de farinha.
12 - Bicho-de-pé - Inseto cuja fêmea, fecundada, penetra na pele do porco e do homem.

http://www.nezitoreis.com/
perpetuo Comentário de perpetuo em 11 março 2009 às 20:36
O livre pensamento des-abstece
A alma lateia e ele ata a voz da verdade
Com amor na liberdade e a liberdade na amoridade
O anjo competeceu-se nas trovadas das montanhas violiosas.
E a terra lacrimejando olhar pintasilgo do sendo aí
noir,
Em júbilo numa noite de tempestade.
http://cipotaneativa.ning.com/
Caetano Trindade Comentário de Caetano Trindade em 13 novembro 2008 às 15:10
Penso na realidade dos sonhos noturnos. Uma realidade louca dos sonhos. A neurose ansiosa da morte, do ultimo suspiro do vivo. Um ratinho poupado por Tedy. A minha cabeca pula, grita, enfrenta, fica. Vou indo como aviao, vou indo como furacao, vou indo confusao, vou indo com tesao. Eu tenho espada e fogo, água e lodo, vinho e sangue. Vou indo no legume da cereja, vou indo no sabor da festeja, vou indo no que foi. Vou indo no sonho, vou sendo no que sera, vou indo no que estar.
Caetano Trindade Comentário de Caetano Trindade em 13 novembro 2008 às 10:43
Um poema de Manuel Bandeira In: “vou me embora para Parságada”.

A minha irmã
“Depois que a dor, depois que a desventura”.
caiu sobre o meu peito angustiado,
sempre te vi, solicita, a meu lado,
cheia de amor e cheia de terna.

È que em teu coração inda perdura,
entre doces lembranças conservadas,
aquele afeto simples e sagrado
de nossa infância, ó meiga criatura.

Por isso aqui minhalma te abençoa;
tu foste à voz compadecida e boa
que no meu desalento me susteve

por isso eu te amo, e, na miséria minha,
suplico aos céus que a mão de Deus te leve
E te faca feliz, minha irmãzinha ».
lenitrindade Comentário de lenitrindade em 12 novembro 2008 às 9:12
RODAS DO VENTO


Cotas acabadas, findadas;
Sinetas badalam a alma sem nada dizer.
Rostos tristes, semblantes disfarçados,
envoltos no mar sombrio do entardecer.
Corações rodeados pôr sentimentos ferozes,
sem saber o que fazer, que caminho seguir.
Pensamentos vagueiam por entre linhas,
soltos no advento do amanhecer.
Tenebroso, rústico, o vento se vai,
em busca da alegria escondida,
entre montes e montanhas, trazendo de volta o nascimento do viver.
lenitrindade Comentário de lenitrindade em 12 novembro 2008 às 9:12
Musa de poeta,
Esperança que reina,
Divindade inspiradora,
Úrsula maior,
Sabedoria escondida,
Arde como fogo.
Letreiro escarlate,
Euristeu,
Apartando,
Ode.
 

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O Mar

MAR

Mar!
Omar!
Maria, me dê maré.
Marítimo mar,
Josimar, Dulcimar, Floramar,
Osmar,
que mar?
Remar
amar no mar.

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Poetasia

O candeeiro aromático afetuou cantares no campo do oleiro. Um número de cäes desceram à Palestina procurando restos de comida. Enquanto a cidade pequena dirigiu se para encobertos vale na Cássia noite. Em casas de lajes pintadas e cobertas com madeira de caramachöes. As rochas da Palestina tem sido alargada pela habitacion no cedro de Hebrom.
A cordilheira levantou se no fim de marco vaondo ao céu com asas penujas. Jesus operou se milagres e a cega caminhou se no escuro. Ninguém toma o cálice tornado no anúncio. O rejúbilo regozija no descernimento, porque a ceifa comeca em abril mediando o espaco da planície de arcos centenares.
O campo da manhä tece cedo o seu tijolo na alvorada.
Obstáculos inquietam o passante numa segunda via da cevada.
O dia Augusto com cesto de legumes orvalha núvens de vento.


 

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