Brejaúba chuvisca brinco

Brejaúba - chuvisca chopotós brisa encharcadalama Vaivem...

Liberdade

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.

O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta.
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...


Fernando Pessoa

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2 Comentários

perpetuo Comentário de perpetuo em 11 abril 2009 às 4:55
Tudo que não é sólido se dissolve no ar,
Ouço cachorro latir,
Fico estático a vozes bramir,
Solitariamente todas janelas estão fechadas,
Não espero seu toque,
Passageiras hostis marcadas.
O barraco desaba,
A polícia revista viatura,
Revistado indissolúvel,
Dissabores com a mesma textura,
Oca, pálido esôfago de viver sufocado,
Não tem cor, nem tintura, solúvel.
perpetuo Comentário de perpetuo em 28 abril 2009 às 4:02
ALMA GEMINIANA OPÍPARA poesia de Medusa leäo do Xopotó

Resplandece o desprezo
No semblante a brandar
O empírico liame
Talha ao alcance
No encalço da lua.
Na despedida a luta não se luta
No arauto da paixão.
O amor é uma tolice
Quero por perto
Ser presumido no desprezo iminente
Insigne na licorne do incólume passo
Impasse inconsolável no caule intento da vontade.
No ermo álibi do infinito,
Um restante de segredos da carma
Re sentir desvairado no recanto ar do canjo.
Lauta alma geminiana que atomiza a aura da fulva e pulcra o arebesco.
Lascivo redundante
Ósculo que flamas
Eleu intenciona o epitáfio do amor!!!

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O Mar

MAR

Mar!
Omar!
Maria, me dê maré.
Marítimo mar,
Josimar, Dulcimar, Floramar,
Osmar,
que mar?
Remar
amar no mar.

http://poetadabrejauba.blogspot.com/

Poetasia

O candeeiro aromático afetuou cantares no campo do oleiro. Um número de cäes desceram à Palestina procurando restos de comida. Enquanto a cidade pequena dirigiu se para encobertos vale na Cássia noite. Em casas de lajes pintadas e cobertas com madeira de caramachöes. As rochas da Palestina tem sido alargada pela habitacion no cedro de Hebrom.
A cordilheira levantou se no fim de marco vaondo ao céu com asas penujas. Jesus operou se milagres e a cega caminhou se no escuro. Ninguém toma o cálice tornado no anúncio. O rejúbilo regozija no descernimento, porque a ceifa comeca em abril mediando o espaco da planície de arcos centenares.
O campo da manhä tece cedo o seu tijolo na alvorada.
Obstáculos inquietam o passante numa segunda via da cevada.
O dia Augusto com cesto de legumes orvalha núvens de vento.


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